Para entrar no mar, neste sul, há uma faixa de pedras e pedrinhas a ultrapassar. Não há conchas, não sei o que lhes aconteceu. Não é muito agradável pisá-las, mas também não ferem os pés. Mas há ali uma clareira, talvez de uns 3 metros, sem qualquer pedra, aproximo-me para ver. Alguém as apanhou e juntou todas num monte, obra de paciência.
Não vi nada nem ninguém, por isso tento imaginar quem seria e porque razão o fez. Hesito entre o altruísmo e a ociosidade, e por momentos foge-me o pensamento para amor. Imaginem alguém a tirar as pedras do caminho do seu amado ou amada para que pudesse entrar em pleno na água, sem o mínimo desconforto. Também poderia ser amor filial, uma mãe e um pai, que no seu desvelo, quisessem que a criança brincasse sem tropeços na orla do mar.
Tendo, porém, a considerar a ociosidade da praia um aspeto mais provável, há nesta altura muitas pessoas que parecem estar aposentadas e que poderão encontrar labor alternativo, preenchendo o seu tempo nas artes efêmeras da areia, das pedras, das conchas, pessoas engenhosas. Ou alguém de coração grande, criando um corredor para uma entrada na água mais veloz ou mais tranquila, sem destinatário específico.
Estão ali as pedras e não me contam nada, por mais que lhes pergunte.
~CC~
Pode mesmo ter sido uma criança com ajuda do avô ou da avó. E a actividade poderia acumular as duas funções, permitir o avanço para a água sem dificuldade e ser diversão
ResponderEliminarBoa noite, CC
Muito poucas crianças e quase todas estrangeiras. Avós e netos nada, já não deve ser "deste tempo" deixar os miúdos faltarem à escola (mesmo jardim de infância é uma obrigação) e irem passar uns dias com os mais velhos. No entanto, o seu é também um cenário bonito.
EliminarPensei, pelo exemplo de amigas, que ficariam os avós com os netos porque as escolas fechavam devido à greve geral que pelos vistos foi pouco geral. As minhas amigas ficam com os netos e levam-nos à escola. De quando em quando os garotos vivem por um ou mais dias em casa dos avós. Suponho que seja cansativo mas compensador. É um laço tão bonito o que se pode gerar entre avós e netos! Uma ternura tão outra.
EliminarQue bom que ainda vai existindo...essa ligação avós-netos. Mas aqui não vi. Bom fds Bea
Eliminarfoi o Pessoa, ele é que tem manias dessas :D
ResponderEliminarNão tem não...trata-se de uma falsa citação do Fernando Pessoa, enfim...e ainda foi na era em que as "fakes" não eram tão recorrentes...creio que é o autor ao qual se atribuíram mais frases falsas, com que intenção é que não entendo bem. Uma vez desconfiei que a frase não podia ser dele e...confirmei. Pois é Mau tempo, venham mais hipóteses:)
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