segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Na moda


E ela disse que tinha abandonado o blogue mas também que os blogues estão um bocado fora de moda. Já ouvi esta frase muitas vezes. E até já a li em blogues. Foram muitas as pessoas que desapareceram pois aqui há pouco feedback, ou seja caixas de comentários mais ou menos vazias. 

E fiquei em silêncio pois a moda é assunto que me interessa apenas q.b. O feedback é algo de que só preciso q.b,

Mas agora pensei melhor e já tenho uma frase para as pessoas que são vítimas da moda e por isso agora já só têm Instagram (fiquem sabendo que FB é para os velhotes). Se os blogues estão fora de moda podem ser vintage. E o vintage está na moda. 

~CC~

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Línguas



Não falo quase nada de língua nenhuma que não seja a minha. Uma falha que se explicaria longamente mas não me apetece fazê-lo. Às vezes penso que ainda vou a tempo de corrigir isso, mas na verdade a única língua do mundo que sempre me apeteceu aprender foi o italiano.

Percebo quase tudo de muitas línguas. E uso os olhos, os ouvidos e até o corpo para escutar e entender. E entendo, entendo muitas coisas. É verdade que o conseguimos fazer melhor se a raiz é latina, nas outras nem sempre usando todo o corpo as coisas fluem. Mesmo assim há que tentar, é que pouco a pouco nos vamos desabituando de nos exprimir com os cinco sentidos, ou mesmo seis ou sete.

~CC~

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Mais longe, mais perto.



Erasmus era sinónimo de gente jovem a abrir horizontes, certo?!

Retirem o jovem. Nós agora também podemos.

É certo que por um tempo mais curto, é certo que com menos leveza, é certo que uma mochila bem mais pequena e talvez menos sede de ver. Ainda assim é fechar durante um tempo uma porta para abrir outra por onde o desconhecido entrará. 

Ainda corro riscos destes, coloco-me fora da caixa mesmo que com algum receio.

Conseguimos a proeza de estarmos as duas em ERASMUS ao mesmo tempo, ela bem mais longe, mais frio, mais risco. Mesmo assim, vou encurtar uma hora a distância. Mais longe de casa, mais perto de ti.

~CC~


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Dia de aeroporto



Antes chamaria a isto um desfasamento perfeito entre o coração e a cabeça. Isto antes de saber que o coração é só um músculo que não alberga sentimentos. O que se passa é pior, visto que é uma luta no interior do cérebro. 

Uma parte a lamentar, a chorar, a entristecer. A outra a rir, a festejar, a orgulhar-se.

Será que é isto que todas as mães sentem quando os filhos saem para fora do país para uma estadia mais ou menos prolongada, mesmo que com um objectivo perfeitamente compreensível? O que será prolongada para cada mãe? São cerca de seis meses, à partida. Confiante que no fim deles virá com a saudade de um banho de mar, do sol, da comida, do namorado, dos amigos, de nós. Quando saiu de casa não foi fácil mas estava a 40km de distância, uma barreira bem possível de ultrapassar, ainda que com as nossas vidas itinerantes não fosse fácil. Mas nunca passei mais de um mês sem a ver.

Irá ver o mundo, alargar horizontes, arrepiar-se com o frio, aprender palavras noutra língua, maravilhar-se com novas paisagens. Sorrio com isso. Poderá sentir-se triste, doente, não gostar, precisar de nós e estaremos longe, não a poderei proteger, fazer-lhe comida, levar-lhe de quando em quando as coisas que gosta. Não só entristeço com isso, como fico ansiosa. Chego a sentir saudade em antecipação, é como se já sentisse saudades hoje, no dia em que parte.

É que ela é toda sol, ainda que com uma pontinha de embirração matinal que enuncia o seu bocadinho de mau feitio, além de alguma intolerância para com mézinhas e rezas. Espero que esse seu sol interior a possa acompanhar e brilhar lá nos quase menos 20 graus. 

~CC~




sábado, 26 de janeiro de 2019

Uma formiguinha



Encarar a adversidade como um desafio. Encarar a derrota como o primeiro motor de qualquer vitória. Encarar a verdade como um ponto de partida.

Pois é.

Poderia ter feito uma carreira brilhante dizendo estas coisas. É o que me ocorre quando leio a reportagem sobre o psicólogo da moda que ganha fortunas e enche as plateias dos auditórios dos hotéis de luxo por todo o mundo. Até tinha um certo jeito para empolgar plateias e graças ao teatro visto bem uma personagem. Não sei se conseguiria, contudo, escrever um capítulo de um livro chamado "se encontrares um gato, faz-lhe uma festa". É por aí que a dúvida me assalta. Uma certa honestidade a mais para ser uma cigarra.

Escolhi ou calhou-me ser uma formiguinha, tirando o facto de ainda por cima trabalhar muito e amealhar pouco. 

~CC~