O ódio, como ele se infiltra nos adolescentes em São Paulo que massacram colegas inocentes, como ele se instala num adulto na Nova Zelândia, como ele é servido sem pudor nem análise aprofundada nas televisões e nas redes sociais. Não sei se há agora mais ódio do que havia antes mas há muito mais formas de o disseminar. E nunca os inocentes me pareceram tão inocentes e nunca fomos tão vulneráveis. E neste adoecer do mundo, os nossos quatro canais inventam os programas mais estúpidos de sempre, quando pensava que com a casa dos segredos já tínhamos chegado ao pior dos patamares. Mas não há uma forma de parar com isto? Eu também sei assobiar para o lado mas há dias em que não me apetece mesmo, antes gritar.
~CC~
