É verdade que a música retrata um ele que chega e uma história de amor que (re)começa. Nada nela se adequa à sua chegada, a não ser aquele ritmo de valsinha brasileira.
Mas foi a música que ouvi dentro de mim quando a vi chegar. Ela diz que é outra. Talvez...mas ainda se esquiva a abraços apertados, tem o mesmo sorriso grande, as duas rosas de cor no rosto. O brilho nos olhos que traz também vi algumas vezes, mas agora parece estar intenso, fruto do muito mundo que viu.
Teremos tempo para avaliar as maturações interiores, os desejos que ficaram, as coisas que ainda fizeram falta. Certo é que nunca esteve na realidade longe porque o longe é um desencontro que nunca sentimos, uma dor que nunca se instalou. Esteve sempre perto, agora é só um perto diferente, feito de mais sentidos, mais calor, mais hipóteses de partilha.
É bom que tenha ido, é muito bom que tenha regressado.
~CC~
PS. O Erasmus é de longe o melhor passaporte europeu que há.