Vi-as pequeninas e duvidei que crescessem, durante muito tempo eram só uns arbustos sem graça, poucas folhas, nenhumas flores.
Mas são agora três belos jacarandás, estão em flor, e o maior está mesmo por baixo da minha janela. Bebo o seu lilás como se a sua cor mitigasse o meu corpo fatigado, há coragem em florir.
E vejo agora que devia ter acreditado que um dia seriam belas árvores, em vez de duvidar do que ainda é pequeno, frágil e hesitante. Deixar ganhar a descrença é fácil, o caminho inverso é mais árduo, penoso e com muitas curvas.
~CC~
Atrevi-me este ano nas sementeiras, percebo bem CC, o prazer de ver crescer frutos da terra. Sim, tb vou aprendendo que o tempo faz ter descrenças e também motivações. Venham as suas férias, CC
ResponderEliminarPlantas e tudo o mais é preciso regar, cuidar...amizade também:)
EliminarPois eu digo-lhe que um dia destes, no Rossio, reparei na nuvem arroxeada dos jacarandás e parei esparvecida de encantamento; até acho que o meu gosto se manifestou em voz alta para ninguém. Palavras que o vento levou. Será que sempre ali estiveram e não os notava?! Ainda me falta olhar os do Parque Eduardo VII.
ResponderEliminarÉ fácil descrer, sim. Mas a descrença absoluta é tão difícil como a fé religiosa. Não teria a CC nem uma pontita de esperança que passassem de projecto a árvore?!
Bea, muito pouca, ninguém cuidava ou regava...às vezes eu aproveitava restos de água das minhas garrafas e deitava-lhes...bom se calhar ia aí alguma esperança. Bem sei que as flores têm imensa gordura e dão cabo dos passeios e dos carros...mas caramba é mesmo uma nuvem linda!
Eliminarcada texto seu é um poema de aguarelas feitas de pinceladas finas e tons pastel que nos encaminha para momentos de beleza e tranquilidade.
ResponderEliminarobrigado por isso
Até me emocionei...obrigada eu!
Eliminar