O mar não é o mesmo, não tem o mesmo cheiro, o mesmo murmurar, tão pouco a mesma cor ou a mesma ondulação, não são os mesmos peixes, nem as mesmas conchas que dão à costa. Em cada lugar em que o sinto, sinto-me também diferente ao pé dele.
Conversei com ele um pouco mais a sul e um pouco mais a norte. Nem num, nem no outro consegui mergulhar. Mas respirei-o e disse-lhe que não se esqueça de mim, agora que voltarei menos vezes, não rareio por falta de amor mas por não ter encontrado (ainda) a forma de o viver em pleno.
Antecipo saudades. Venha, contudo, a chuva.
~CC~
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