quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Freud e eu



Freud sabia muita coisa, ou pressentiu-a, já que hoje, tudo sujeito a prova científica, teria que suar as estopinhas para lhe aprovarem qualquer artigo sem umas estatísticas a preceito.

Sonho com um acidente em que o camião amolga toda a parte direita do meu carro porque uma mulher polícia me mandou desviar do curso que eu queria seguir, eu hesitei e ele não viu. Conseguir explicar o que se passou e que não tive culpa é quase impossível pois a mulher polícia desapareceu do seu posto. Acordo e continuo a discutir, a debater, a combater. E digo a mim própria que já estou acordada que não passou de um sonho e que não vale a pena continuar. Mas continuo. O camionista faz dois de mim e diz que não tem culpa. Ninguém pára, ninguém quer saber.  Ele preenche os papéis verdes e faz desenhos a explicar o acidente, quer que eu assuma a culpa. E eu digo que não mas não tenho papéis, nem canetas, nem nenhuma forma de desenhar. Já tirámos as viaturas do meio da via pública e por isso não posso chamar a polícia, constato que ingenuamente pensei que ele admitiria a culpa.

Nem preciso do Freud para saber o quanto isto traduz tantas coisas da minha vida. Só isto de ser uma mulher a polícia e dela se ter esfumado me preocupa, não tenho chaves de interpretação.

~CC~




2 comentários:

  1. tens, sim :)

    ___________
    sucede que não se ajustam ao real.....

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  2. Talvez até sim Alexandra, talvez consiga transportar para algo real:)
    ~CC~

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