A de Alentejo, A de Alvito.
Todo o cante inteiro, o que ainda nasce na Taberna da Associação.
O Alentejo que ainda não morreu, não cedeu, não se vergou, o que não está intocado mas mexe como um corpo vivo. Uma parte igual, uma parte reinventada, uma vontade tão grande das pessoas em permanecer e fazer renascer, umas que nasceram lá a primeira vez, outras que nasceram lá a segunda vez.
Aprendi tanto sobre o lugar, desde a história, à arqueologia, à comida e ao cante, que poderia encher muitas e muitas páginas, sei que voltarei às palavras que de lá trago pois é demasiada beleza para guardar só para mim. Pensava saborear o vagar mas só provei o pulsar e cheguei exausta do muito que ouvi e vi porque escutar com todos os poros é intenso. Há coisas que parecem uma coisa e depois são outra e segredos que só se sabem quando se priva com quem os quer partilhar. Diria até como legenda para as três fotos que vos deixo: uma gruta não é uma gruta e uma ermida não é uma ermida e alguém que descansa pode não estar a descansar.
~CC~



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