Vê lá o que fazes, há tanto a fazer.
(Esta frase podia resumir a minha vida inteira, a inquietação.
Mas sei muito bem que juntos é que iremos um pouco mais longe)
~CC~
nesta rua da minha infância aprendi a voar, nunca vou deixar que me cortem as asas
Vê lá o que fazes, há tanto a fazer.
(Esta frase podia resumir a minha vida inteira, a inquietação.
Mas sei muito bem que juntos é que iremos um pouco mais longe)
~CC~
Diga que você me adora. E que eu não presto.
São assim as contradições do fim do amor. Verdades cruas. Ainda assim diga que você me adora.
~CC~
Nota: há ruído sim, parece uma gravação amadora feita num espectáculo ao vivo, oiçam mais do que uma vez.
Essa maldita morte que vem buscar gente boa que nos faz falta. Nem sequer era meu amigo mas amigo de amigos meus. E ainda assim cobriu-me uma noite escura, uma sombra interior, um medo tão grande cá dentro. Talvez precise apenas de chorar.
Ou então é saber que aquilo que o levou tão perto esteve de me levar. E dizem que não raro volta. Os fantasmas nunca nos largam e já não são iguais aos que eu inventava na minha infância, tinha um como amigo secreto que só eu via e me protegia, agora são vários e vestem capa negra.
~CC~
O sabor de uma coisa é parcialmente desfeito quando uma parte de nós já tem que estar na coisa seguinte.
Damos por nós a pensar que já a podemos riscar da lista e, ao fazê-lo, entendemos que já estamos na noutra e na outra e na seguinte. E há erros porque a velocidade é muita. E o corpo dói.
E sabemos tão bem que a vida não é para ser vivida em curto circuito, em emboscada, em apneia. Sabemos e não conseguimos, são fortes as correntes e arrastam tanto.
Valem as paragens, em cada uma delas abro bem a boca para sorver o oxigénio e continuar a respirar com alguma convicção e encanto.
~CC~