A maçã ainda permanece na árvore e no exterior ainda parece vermelha e bela. Mas o orifício pequenino mostra que já houve infiltração, por dentro o bichinho engorda roendo do interior e depois mais e mais, por fim já pouco sobrará de polpa e sumo. E tudo na invisibilidade de quem não se acautelou contra a praga. Depois, no corte da faca, a maçã revela que já não há nada no seu interior. Ou cai da árvore podre.
Já havia um zumbido claro de mosca e não se quis ouvir, pensando que iria para longe ou atacaria apenas algumas das maçãs mais vulneráveis. Ninguém pensou que de maçã em maçã todo o pomar corria risco. Mas corria, corremos.
~CC~

