Uma docente competente, sempre pronta, sempre empenhada. Não lhe faltarão muitos anos para a reforma, não consigo exactamente calcular.
A reunião hoje era bem cedo, com entidades externas, eu uma delas, ainda que eu tenha (quase sempre) um estatuto hibrido. E ela não chegou. Não, ela chegou, cerca de uma hora e meia depois, aquela reunião em específico já tinha acabado. Um enorme desalento, uma tristeza na voz, mas sem desculpas tontas, simplesmente o despertador não tinha tocado e ela tinha adormecido, cansada. Penalizava-se, pedia perdão pela falha, estava inconsolável. Coloquei-lhe a mão no ombro e lembrei-a de que somos humanos, não deuses. Sorriu timidamente, agradeceu. Eu tenho receio é das pessoas que não falham ou que ocultam as suas falhas em mentiras e artifícios.
Pensei em quanto tempo eu demorei a saber perdoar-me pelas minhas falhas, muitos anos certamente. Talvez ainda mais do que a perdoar as falhas dos outros.
~CC~
Sem comentários:
Enviar um comentário
Passagens