Desta vez o voo, aquele desejo de não ir. E ao mesmo tempo de ir.
Depois o deslumbramento de uma nova cidade, de um outro país. Barcelona, quase quarenta anos depois.
É uma cidade vibrante e resistente e os habitantes querem que ela lhes pertença. Pela segunda vez não consegui bilhetes para a Sagrada família, pela segunda vez não me importei, o que eu mais gosto nos lugares são os lados avessos ou os monumentos incríveis que estão nos rodapés dos guias turísticos.
Amanhã o roteiro desvia-se para a universidade, deve ser também um coração que bate com força mas não venho com a capacidade de me entregar o suficiente a essa vibração.
Mas a cidade e a companhia lavaram-me de outros cansaços. Doem-me os pés de tanto caminhar e os olhos estão cheios de beleza, metade da pele já se renovou, a outra metade é uma obra demorada.
~CC~