quinta-feira, 12 de novembro de 2015

À atenção dos senhores publicitários, especialistas de marketing e afins...


Três mensagens hoje, que maravilha. Eles devem combinar entre eles dizer o quanto gostam de mim, o quanto querem a minha presença, a falta que lhes faço.

Sim, muita falta, mas tenho é que levar carteira. Vejamos: uma mensagem de uma loja de roupa, de um supermercado e de uma loja de móveis. Apaguei-as de imediato, cada uma sem leitura. Pergunto-me em que é os publicitários acreditam. Pela parte que me toca, nenhuma das sms me aliciou a nada, pelo contrário, fiquei-lhes com uma pontinha de raiva. É fácil perceber que se em cada sms esperamos que um amigo , um familiar ou amor se lembre de nós e se afinal é um sms comercial, só ficamos com vontade de os matar de vez. Pela minha parte vou fazer uma lista e riscar do meu mapa de compras todos os que me mandam sms. E espero sinceramente que esteja algures um publicitário a ler este post.

~CC~

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Uma cabeçuda



Afinal não foi assim tão mau. Gostei bastante de Barcelos. E andei a fazer figuras destas...
~CC~

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Saudades prévias



Gosto de sofrer, só isso explica. Amanhã é sexta feira e não estarei com nenhum dos meus dois maiores amores. Em vez disso vou para um congresso qualquer, sem menosprezo para o dito, mas neste momento tenho raiva do congresso e de mim.

E como gosto de sofrer vou até onde amanhã estaríamos à hora do almoço. Com ela seria aqui e com ele seria aqui. Como é que ainda visito estas páginas antecipando a saudade? 

O que me espera são as estações de serviço da autoestrada do Norte. Alguma sugestão? Não se esqueçam que as sandes de leitão e outras iguarias desse tipo foram banidas pela OMS. Procuro assim bons pratos vegetarianos em áreas de serviço de qualidade.

~CC~

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Um ligeiro tremor


Tudo normal, ela saiu. Estava na idade certa para ir estudar para outra cidade, morar lá, fazer lá a sua vida. Aceita-se, compreende-se, racionaliza-se, uma mãe habitua-se. O ambiente ficou apenas mais silencioso, as noites maiores, mas não chega a haver sofrimento ou dor. E ela não gosta de choraminguices.

Contudo, às vezes paro um bocadinho à porta do quarto vazio, tão estranhamente arrumado. Há uma dor fininha que chega, um ligeiro tremor que não chega a tornar-se lágrima, uma ausência que se faz sentir. Depois a roda viva continua, está tudo certo, tudo normal, uma mãe habitua-se.

~CC~

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Emoções que correm como rios



Dias que sinto que correm contra mim, mesmo que corram a meu favor. É o tempo para viver em pleno cada coisa que me falta, fica tudo por arrumar cá dentro, solto, o que me causa grande cansaço. De noite, não durmo grande coisa, todos os meus projectos, todas as pessoas, várias aulas, pedaços de seminários já feitos e outros por fazer, tudo aparece nos meus sonhos. 

Começo pela última coisa. Os alunos emocionaram-se muito hoje na aula, muitos choraram e uma aluna chorou durante toda a aula. Já tinha feito este exercício antes, é simples, trata-se de trazer de casa um objecto amado, depois fazemos vários exercícios com ele, desde explicar o sentido que tem, até pensar em oferecê-lo a alguém, não obstante nos ser querido. Nunca antes isto aconteceu, uma lágrima ou outra, mas não tantas, várias situações de choro quase convulsivo. Várias interpretações possíveis, uma delas é que a escola deixou totalmente de trabalhar as emoções dos alunos, a escola é só informação, nem sequer é formação. 

Rir e chorar é vida, eles não têm é espaços colectivos onde tal possa acontecer, tanto telemóvel, tanta internet, tanta vida digital e afinal desfazem-se aqui como crianças sem colo, alguns com efectiva dificuldade de se controlarem. A emoção tem que passar nesse equilíbrio entre a contenção e a libertação, há que aprender.

~CC~