quarta-feira, 20 de julho de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
Quero só silêncio
Dantes as férias eram férias a sério. Com aquele enjoo de vazio que era preciso preencher. Dias inteiros de sol e praia sem o pesadelo do estacionamento. Agora levo dois artigos para escrever e uma vontade igual a zero de o fazer.
Falo nelas mas serão apenas em Agosto, sem hipótese para mais ou para diferente. Dizer que já desisto de apanhar o barco para Tróia em Julho, como aconteceu no último Domingo, quanto mais em Agosto. Na última sexta feira em Alfama fiquei verdadeiramente espantada com a invasão de turistas, mais impressionante do que em Florença (também estive lá em Dezembro, não sei como será no Verão).
Procuro assim uma aldeia sem festas de Verão. Uma aldeia fresca e silenciosa onde possa ouvir pela manhã os pássaros e não o chiar constante dos carros e das ambulâncias. È só pelo que já anseio: um pouco de silêncio e dois livros para ler.
~CC~
terça-feira, 12 de julho de 2016
A festa
Como qualquer cidadão de um país pequeno, periférico, intervencionado pela Troika, eternamente ameaçado por sanções dos que se dizem protectores e amigos, festejei a vitória de Portugal.
Metade da minha festa não tinha nada a ver com futebol, a matéria que a alimentava a alegria era feita das lágrimas dos pobres, tão parecida com a raiva que sentem os povos mais humilhados do mundo., eternamente espoliados da sua riqueza pelos mais poderosos. Se calhar não devia ser assim, não era nada disto que devia sentir, mas na verdade quase nada no mundo devia ser assim.
Por isso de nada me servia a rua nem os gritos dos outros, o que eu sentia era íntimo e pessoal, talvez impossível de partilhar. Para além disso a noção clara de que sentimentos próximos da palavra vingança são terrivelmente feios, não servem de nada, nem sequer a luta política que, quanto a mim, deve ser serena e racional.
É melhor deixar a festa sem as minhas contradições, dúvidas e hesitações.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
O melhor do euro
O silêncio que atravessa o tempo e o espaço durante os jogos. As ruas absolutamente vazias. O entardecer tranquilo.
~CC~
Esta coisa dos blogues
Anunciado num centro comercial com pompa e circunstância a participação dos blogues na própria dinâmica cultural a implementar, pensei logo em cinema ou literatura. À medida que as fotos e os nomes apareciam percebi que se tratava de moda, ou melhor ainda, de quem ditava as tendências da moda. Não conhecia nenhum e nenhuma dos anunciado(s), o que me demonstrou mais uma vez que somos sempre ignorantes num campo qualquer.
Consta que o êxito actual dos blogues passa quase exclusivamente por aí. Trata-se de escrita a pedido com objectivos comerciais. Tudo tem lugar e é legítimo. Mas a hegemonia pode se tornar sempre uma coisa assustadora. Assim como o disfarce, pois nem sempre consta a linha explicativa que clarifica que se trata da venda de um produto, parece que muitas vezes paga a peso de ouro.
Quem diria que esta aventura que parecia expandir o mundo acabaria assim, um primo pobre do Facebook para fins comerciais...
~CC~
Subscrever:
Mensagens (Atom)