São os pequenos sinais.
Diz ela que agora vive com as pessoas mais antigas, nunca se lembrou tanto do pai, da mãe, dos amigos da mocidade. Não sei realmente onde os guardou tanto tempo pois durante muitos e muitos anos nunca a ouvi sequer mencioná-los.
E eu às vezes já tenho momentos assim, logo eu que nunca tive tempo para o passado nem interesse nesse vasculhar das pessoas que já passaram pela minha vida. Sempre achei que se o vento as levou, ele próprio as traria, se fosse caso disso. Nunca perdi um minuto a procurar por alguém, nem mesmo quando a Internet abriu essa caixa de pandora onde muitos mergulharam a fundo.
Mas por vezes, por um minuto, até em coisas do dia a dia, salta uma memória de alguém e com isso uma pena misturada com um ligeiro toque de saudade. Fico a pensar porque não o ou a vi mais, por onde anda e se estará bem. E depois passa, a vida anda muito mais depressa.
~CC~