A Ana deu-me um selo, ou melhor, um selinho, estes selinhos costumam empreender a sua viagem a partir de um qualquer sítio de origem. A Ana é uma irmã gémea que descobri aqui, tem quase tudo o que eu tenho, desde a idade ao dia de nascimento, mas não matou a sua parte espiritual como eu matei depois de militar, muito nova, numa organização séria da coisa. Por isso quando a leio é como essa parte de mim cheia de deuses e teias místicas com o universo, nascesses algures naquele lugar em que a deixei. E há também essa coisa de ser um ser humano magnífico. Nunca fui dada a correntes, só mesmo a Ana para me fazer participar.
Se eu quisesse ser alguém nos blogues escolhia alguém nas antípodas de nós mas ainda assim também com alguma coisa de nós. Escolho-a pelo absoluto desassombro da escrita, pela coragem, por se estar nas tintas para os blogues e, em geral, para o que pensam dela. Escolhia esta
Ana, que nem deve saber que existo, que existimos.
Por uma razão completamente diferente, designadamente por ter sido a única pessoa dos blogues que conheci pessoalmente, pela persistência dos nossos contactos ao longo dos anos, pela paixão que nutre pela escrita, poesia e poetas, nomeadamente pelo José Gomes Ferreira que quase só ela costuma colocar por aqui, escolho a Deep do
Letras são papéis. Ela, sim, sei que poderá dar continuidade a este desafio.
Nos cinco que faltam estão todos os laços, todos os outros que frequento, comento, gosto, que foram e vão entrando pela vidinha dentro, muitos já nomeados por outros. Não sou capaz de mais escolhas, fazer duas já foi muito difícil.
Perdoem-me que faça uma parte da coisa não fazendo outra, eu sou mesmo assim, quase só faço o que me apetece, sobretudo aqui.
~CC~