domingo, 19 de outubro de 2014

Fora de casa



Os dias amanheceram chuvosos e cheios de nevoeiro na serra. Quando descíamos até à cidade as nuvens mostravam-se mais distantes e o calor fazia-se sentir. Não chovia mas permanecia no ar uma humidade tropical que nos amolecia. Os congressos são liturgias com partes muito boas (ver os amigos, os conhecidos, aqueles que admiramos profissionalmente...) e outras a cheirar a velho, a carecer de renovação urgente (a tendência a endeusar certas personalidades, a alimentar egos cheios de mais, a fazer aparecer gente que ainda carece de crescer muito para andar por aqui, o marcar presença pela pressão "bibliométrica" a que estamos sujeitos...). Três dias de coisas boas, menos boas e outras curiosas (como ouvir tocar pela primeira vez um gamelão).

Hoje o dia nasceu de sol em plena serra e foi possível notar a cor das folhas das árvores, a variar entre o amarelo, o laranja e o vermelho, uma prendeu-me o olhar pelo seu vermelho absoluto, de parar a respiração. O polje ainda não se encheu de água, apesar dos muitos cogumelos que dizem estão a brotar da terra húmida. Faltou-me a caminhada pela serra, desci demasiadas vezes à cidade. Encontrei, contudo, pérolas. Entre elas uma livraria linda e dinâmica numa cidade a pulsar de vida cultural. 

~CC~

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