A minha mão é um pássaro que se quer aninhar no teu cabelo. Mas mal levanta voo percebe que tem que iniciar o trajecto de volta e assim faz, recolhe-se. Sei que me agradeces pelo gesto que queria fazer e não fiz, pelo que não seremos, por todos aqueles que não magoaremos. Não voltemos às lágrimas que um dia conhecemos tão bem nos olhos um do outro. A renúncia do amor é ainda o amor, diz-se é de outra forma, escolho morar com a luz doce dos Invernos amenos, por isso guardo todos os meus gestos que incendeiam. Arrefeço a mão com o gelo destes dias e assim morna ela é já só o carinho que te tenho. Quero-te, ainda assim, por perto, para poder beber do brilho dos teus olhos que tanto tempo esteve oculto, isso basta-me.
~CC~
CC na sua versão mais intimista, por isso, o comentário quer-se breve, para que as linhas ocultas do texto possam respirar.
ResponderEliminarBom dia.
Soa a verdade meigamente descrita.
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