Uma docente competente, sempre pronta, sempre empenhada. Não lhe faltarão muitos anos para a reforma, não consigo exactamente calcular.
A reunião hoje era bem cedo, com entidades externas, eu uma delas, ainda que eu tenha (quase sempre) um estatuto hibrido. E ela não chegou. Não, ela chegou, cerca de uma hora e meia depois, aquela reunião em específico já tinha acabado. Um enorme desalento, uma tristeza na voz, mas sem desculpas tontas, simplesmente o despertador não tinha tocado e ela tinha adormecido, cansada. Penalizava-se, pedia perdão pela falha, estava inconsolável. Coloquei-lhe a mão no ombro e lembrei-a de que somos humanos, não deuses. Sorriu timidamente, agradeceu. Eu tenho receio é das pessoas que não falham ou que ocultam as suas falhas em mentiras e artifícios.
Pensei em quanto tempo eu demorei a saber perdoar-me pelas minhas falhas, muitos anos certamente. Talvez ainda mais do que a perdoar as falhas dos outros.
~CC~
Gostei muito desta sua publicação CC, tocante, sensível, com a capacidade de nos fazer estar lá a assistir e a compreender a verdade, verdade que por vezes custa a dizer e que por ser tão criticável e compreensível, é desarmante.
ResponderEliminarNo primeiro parágrafo ainda pensei que estava a falar de si - não seria a primeira vez que se referia a si na terceira pessoa - mas depois desfez a dúvida.
E também gostei do seu comentário que li agora, num outro sítio (a CC sabe a que me refiro), pois hoje até parece que está toda a gente inspirada...
Obrigada Joaquim, haja um bocadinho de luz no meio de tanta sombra, eu tenho uma crença irrazoável e irracional na humanidade. Um abraço e proteja-se, isto está mauzinho...
EliminarGostei da crónica e da atitude.
ResponderEliminarUm abraço.
Obrigada por vir. Tanto que exigimos de nós, depois adoecemos. Não sou a favor da naturalização das falhas, mas também...Um abraço
Eliminarquantas vezes percebemos que estão a "insultar a nossa inteligência" com desculpas estúpidas fabricadas nos cinco minutos anteriores à sua apresentação
ResponderEliminarviva a autenticidade
É o que mais detesto, essas mentirinhas pequeninas que se infiltram no quotidiano...Viva!
EliminarNo caso, o atraso foi involuntário - calhou mal, mas que fazer quando a culpa foi de um despertador?!
ResponderEliminarPerdoar não é difícil; difícil é esquecer algumas falhas, sejam nossas ou de outrem, não medida em que é, em grande parte, processo involuntário. Não se volta a ser a mesma pessoa. Será tudo pela diversidade:).
Não foi do despertador...ele tocou, ela é que estava tão cansada que não ouviu. Não percebi a ideia da "diversidade" mas em princípio sou sempre a favor dela:)
EliminarProteja-se Bea e amanhã é dia!