Hoje, ontem, amanhã, sempre com os que sofrem, dores que estão lá e podiam estar aqui. Sabemos que a terra tem as suas iras, manhas e rugidos, mas nós não queremos saber ou ouvir e por isso colocamo-nos à sua mercê, com habitações em leitos de cheia, falhas sísmicas, falésias e barrancos de terras instáveis. Esgotamo-la e com isso nos vamos esgotando também. O azar existe, mas não é apenas o azar que faz os mortos nas catástrofes, são anos e anos de indiferença e de ganância.
Neste filme lindíssimo, a mulher sabe que só deve tirar metade do mel e deixar a outra metade para que as abelhas se alimentem.
Aguentei o frio do terraço (este terraço do Cineteatro S. João arrefece até nas noites mais quentes) para saborear um filme que nem julguei próprio e possível para pessoas que têm medo de abelhas.
~CC~
É um filme. Mas traduz uma realidade a que não podemos fugir. A burrice esperta dos seres humanos é confrangedora e desanimante
ResponderEliminarPois é Bea, que fazer com os seres humanos? A espécie mais bela e mais nefasta?!
EliminarEsse é o cinema que vale a pena, mas não chega a todo o lado.
ResponderEliminarUm abraço.
Em julho há mais...é vir!
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