Desta vez o voo, aquele desejo de não ir. E ao mesmo tempo de ir.
Depois o deslumbramento de uma nova cidade, de um outro país. Barcelona, quase quarenta anos depois.
É uma cidade vibrante e resistente e os habitantes querem que ela lhes pertença. Pela segunda vez não consegui bilhetes para a Sagrada família, pela segunda vez não me importei, o que eu mais gosto nos lugares são os lados avessos ou os monumentos incríveis que estão nos rodapés dos guias turísticos.
Amanhã o roteiro desvia-se para a universidade, deve ser também um coração que bate com força mas não venho com a capacidade de me entregar o suficiente a essa vibração.
Mas a cidade e a companhia lavaram-me de outros cansaços. Doem-me os pés de tanto caminhar e os olhos estão cheios de beleza, metade da pele já se renovou, a outra metade é uma obra demorada.
~CC~
Ainda bem que metade da pele está como a de um bebé, CC. É tudo a começar.
ResponderEliminarBarcelona é uma cidade muito ela, sendo diferente de todas as que conheço de Espanha (não são assim tantas). Ali vivi momentos muito dolorosos e creio que só a arte me salvou. Cidade de espírito alegre e intenso, que não esqueço nem desejo visitar de novo.
Seja feliz por Barcelona, CC.
Obrigada Bea...estou a ser sim, desta vez nem preciso que passe o tempo para o saber. É a cidade e a filha que me acompanha, dupla muito boa!
ResponderEliminarBoa escolha, Barcelona é uma cidade cheia de atracções culturais. Nesta época, um pouco agitada mas, ainda assim, fascinante. Insista nos bilhetes para a Sagrada Família, é uma experiência visual e espiritual inesquecível.
ResponderEliminarUm abraço.
Já tinha ido muito jovem, aí nos vinte. Desta vez foi um congresso, mas ainda assim deu para ir no fds e aproveitar uma cidade que achei ainda mais fantástica do que da primeira vez. Nem por isso mais turística do que Lisboa, talvez até menos. Um abraço
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