segunda-feira, 31 de março de 2025

Um bichinho inquietante

 

Hoje numa reunião numa escola que acompanho, disseram-me que alguns estudantes tinham entrado durante o fim de semana, não o tinham feito para roubar nada mas sim para escrever nas paredes. Quando dei por mim a pergunta já tinha saído: e escreveram alguma coisa de interessante? É que as paredes também falam... Vi o espanto no olhar do outro e a resposta foi negativa, parece que foi só asneirada. Ainda assim gostava de ter visto, quando alguém se dá a tal trabalho, não me chega o rótulo de vandalismo, tenho curiosidade por perceber. Admito, contudo, que alguns atos possam ser gratuitos e sem sentido e que tenho cá dentro um bichinho chamado Psicologia, é uma grande ajuda na janela que se abre ao mundo e na inquietação que transporta, mas às vezes também é só uma minhoca. 

~CC~

8 comentários:

  1. É compreensível que, ao ouvir sobre esse tipo de comportamento, surjam questionamentos sobre o que leva os estudantes a agir dessa forma. A psicologia, como menciona, pode oferecer uma perspectiva valiosa para entender essas motivações, mesmo que, em alguns casos, os actos sejam apenas impulsivos ou sem propósito. Essa dualidade entre a busca pelo significado e a possibilidade de ações gratuitas é um tema rico para reflexão, especialmente no contexto escolar, onde os jovens estão em constante formação e descoberta de si mesmos.

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    1. Sem dúvida, concordo consigo. Mas a reflexão também nos pode, por vezes bloquear-nos, também é preciso saber agir no imediato.

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  2. Não dar nada como adquirido! Saber, perceber e o contextualizar a história, claro!
    Tantas e tantas informações que nos calham e vai se a ver... e, nada.
    Esse bichinho faz toda a diferença

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    1. Concordo, é preciso ver para além da circunstância e da espuma dos dias. Mas que não nos atrapalhe em excesso a vida:)

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  3. Não se pode sair do "politicamente correcto".
    Um abraço.

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  4. Pois, isso é verdade. Mas não podemos cair no extremo oposto, se não ganham os "feios, porcos e maus", como se tudo pudesse ser dito e ficar impune.

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  5. Não sei como e o que aconteceu com a escrita nessa escola. Na minha os alunos não entram à noite. Mas há escritos na mesma. Anos houve em que os alunos descarregavam a sua malquerença a um prof determinado e nas paredes pediam a sua morte. Era a forma de vingança que tinham mais à mão.
    Mas é verdade que as paredes falam. Tanta vez, sem palavras.
    Boa tarde, CC.

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    1. Claro que não é bom usar as paredes para escrever. Devem usar-se outros meios, quando os há ou quando aqueles que querem falar o conseguem fazer. Mas por vezes também não querem dizer nada, só vandalizar, ainda assim essa vontade de estragar o que é público também grita e é um sinal alarmante.

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